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Ao longo de quase 4 anos, o estado consolida o 6º maior salário do país para o magistério e amplia auxílio-alimentação em 50% para todo o funcionalismo
No Dia dos Professores, profissionais destacam avanços na carreira e nas condições de trabalho no Amapá


No Dia dos Professores, profissionais destacam avanços na carreira e nas condições de trabalho no Amapá

Reajustes salariais, progressões funcionais e melhorias nas condições de trabalho integram as medidas adotadas pelo Governo do Amapá entre 2023 e 2026.

Aos 35 anos de sala de aula, a professora de Língua Portuguesa Betânia Oliveira, de 58 anos, acompanha as mudanças na educação pública do Amapá e compara as condições de trabalho do início da carreira com as atuais. Na Escola Estadual Dr. Coaracy Nunes, onde trabalha, ela destaca a climatização das salas, a qualidade do mobiliário e a estrutura disponível para professores e estudantes.

“Quando eu comecei a trabalhar, as salas de aula eram precárias. Muitas vezes, eu comprava material para dar aula para as minhas crianças. Hoje, a gente percebe algo diferente”, relata a professora.

A experiência de Betânia integra as histórias de profissionais que constroem diariamente a educação pública do estado. No Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro, o Governo do Amapá destaca as medidas de valorização dos servidores da educação adotadas entre 2023 e 2026, que incluem reajustes salariais, progressões funcionais e benefícios para diferentes categorias que atuam na rede estadual de ensino.

Valorização da carreira docente

Ao longo de 35 anos de profissão, Betânia acompanhou gerações de estudantes e ajudou na formação dos alunos, sendo isso, uma das principais motivações para continuar ensinando. Para ela, o reconhecimento do trabalho aparece também quando antigos estudantes retornam à escola para compartilhar suas experiências.

“Para nós, professores de coração e alma, não é receber presente, coisas que passam. A nossa alegria é receber a visita do nosso aluno já adulto, formado, que teve um bom caminho”, conta a profissional

A professora de Inglês Mércia Ferreira, de 56 anos, também construiu sua carreira na educação pública. Desde 1994, ela atua na área, influenciada por familiares que já trabalhavam como professores. Ao longo desse período, acompanhou mudanças nas possibilidades de formação continuada e nas discussões sobre valorização profissional.

“Quando eu me formei, o meu sonho era fazer um mestrado. Nossa, a gente nem ouvia falar. Hoje já tem, as faculdades oferecem vários cursos”, destaca Mércia.

Para a professora, a valorização salarial é um dos fatores necessários para que os profissionais continuem avançando na carreira. Ela também relaciona a formação continuada à qualidade do trabalho desenvolvido com os estudantes.

“É preciso esse reconhecimento para que nós tenhamos mais força e também possamos ajudar nossos alunos. A partir do momento em que eu me capacito, que eu faço cursos, que eu leio mais, eu adquiro mais conhecimento”, afirma a educadora.

Desde 2023, os profissionais do magistério estadual receberam reajustes salariais que, somados, alcançaram 38,93% em 2026, ficando acima do piso nacional e da inflação, o que representa ganho real. A política de valorização também inclui a concessão de mais de 11 mil progressões verticais e mais de mil progressões horizontais, além de gratificações por aperfeiçoamento.

Esse avanço é resultado de uma política escalonada e contínua de reajustes. Em 2023, foram concedidos 9,76%, sendo 5,6% em abril e 4,16% em setembro. Em 2024, o reajuste total foi de 8,62%, com 5% linear e 3,62% relacionados ao piso nacional. Já em 2025, o Governo aplicou o maior aumento do período, totalizando 12%, com 6,27% em abril e mais 5,73% em outubro. Somados, os reajustes chegam a 33,53% em três anos, e consolidando com 5,4% de aumento em 2026, chegamos aos 38,93 de ganhos salariais em quatro anos, sendo considerado um dos maiores avanços salariais do país no setor público.

Atualmente, o salário inicial de um professor com jornada de 40 horas no Amapá é de R$ 6,957,40.  O valor fica 35,6% acima do piso nacional do magistério, consolidando o estado com o 6º maior salário inicial do Brasil. Ao final da carreira, a remuneração pode chegar a R$ 12.862,91, o que garante ao Amapá a 4ª maior remuneração do país. Vale ressalta que o estado se baseia nas remunerações do professor Classe C, já que a Classe A, o estado não realiza mais concursos para este nível educacional.

Concurso público da Educação  

Além das medidas voltadas à carreira e à remuneração, o Governo do Amapá também realizou convocações de aprovados no concurso público da Educação de 2022. Até setembro de 2026, mais de 2.500 candidatos haviam sido convocados e mais de 1.900 profissionais já tinham tomado posse. No mesmo mês, foi anunciada a redução para 50% da nota mínima da prova objetiva, com o objetivo de ampliar o aproveitamento de candidatos do certame, que permanece válido até 14 de julho de 2027.

Em abril, também foi realizado a prova do concurso para professores da educação indígena, com mais de mil profissionais inscritos. A medida ocorre após 20 anos de espera dos povos originários.

A secretária de Estado da Educação, Simone Guedes, destaca a importância dos profissionais para o funcionamento da rede estadual e para a formação dos estudantes.

“Valorizar os profissionais da educação é reconhecer a importância de cada servidor para o funcionamento das nossas escolas e para a aprendizagem dos estudantes. As medidas adotadas pelo Governo do Amapá buscam reconhecer o trabalho desses profissionais, fortalecer suas carreiras e contribuir para melhores condições de trabalho em toda a rede estadual de ensino", destaca a gestora.

Auxílio Alimentação  

Em abril de 2026, o Governo do Amapá anunciou a concessão inédita de auxílio-alimentação para os funcionários da UDE, inicialmente no valor de R$ 500. A medida integra as ações de valorização dos servidores que atuam em diferentes funções.

A UDE emprega 6.924 profissionais que atuam nas escolas estaduais ou na sede da Secretaria de Estado da Educação, em cargos como faxineiro(a), cozinheiro(a), assistente administrativo, inspetor(a), porteiro(a), entre outros serviços gerais. Na prática, o pagamento do auxílio-alimentação representa um aumento de 27% na remuneração de 91% dos servidores da UDE. 

Valorização para além da sala de aula

A educação pública também depende dos profissionais responsáveis pela organização e pelo funcionamento das unidades de ensino. Na Unidade Descentralizada de Execução da Educação (UDE), Marisa Pereira Leite, de 41 anos, trabalha há 15 anos. Ela começou como faxineira, passou a exercer a função de cozinheira e, posteriormente, foi designada para outras atividades na escola.

A servidora também destaca as mudanças na remuneração ao longo de sua vida profissional. Para ela, o auxílio-alimentação de R$ 500 concedido pelo governdo do Amapá contribui para complementar o orçamento familiar e ajudar nas despesas do dia a dia.

“Esse auxílio-alimentação ajuda bastante nas despesas do dia a dia, principalmente na hora de fazer as compras de casa e garantir o que precisamos para a nossa família. É um valor que faz diferença no orçamento e contribui para a nossa qualidade de vida", destacou Marisa.



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