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Foto: Divulgação/Federa-RJd
Greve dos bancários mantém paralisações na Caixa e no Banco da Amazônia
Por: Redação -


Greve dos bancários mantém paralisações na Caixa e no Banco da Amazônia

Caixa segue em greve por tempo indeterminado após 59,3% dos participantes rejeitarem nova proposta; Banco do Brasil encerrou mobilização na maior parte das bases.

A greve dos bancários iniciada em setembro continua principalmente na Caixa Econômica Federal e no Banco da Amazônia (BASA). No Banco do Brasil, a maior parte das bases aprovou o novo acordo coletivo e encerrou a paralisação.

Na Caixa, 59,3% dos trabalhadores que participaram das assembleias realizadas em 21 de setembro rejeitaram a nova proposta de acordo, mantendo a greve por tempo indeterminado.

Saúde Caixa está entre os principais pontos de negociação

Entre as propostas apresentadas pela Caixa está uma mudança no custeio do Saúde Caixa. A participação do banco no financiamento do plano deve aumentar de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027.

A proposta também mantém o modelo de solidariedade e não prevê reajuste das mensalidades em 2026, segundo o Portal Tempo Novo.

Banco do Brasil encerra greve na maioria das bases

No Banco do Brasil, 116 bases sindicais aprovaram o novo acordo coletivo. Entre os pontos negociados estão regras relacionadas à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), Cassi, um pagamento de reconhecimento de R$ 3 mil e ampliação da licença-paternidade.

No Banco do Nordeste, os trabalhadores também encerraram a mobilização após a aprovação do acordo.

Banco da Amazônia mantém mobilização

O Banco da Amazônia continua com trabalhadores mobilizados em estados como Pará, Amazonas, Acre e Maranhão.

Segundo a fonte, uma das propostas discutidas prevê o pagamento de 50% dos dias parados e a compensação dos outros 50%.

Sindicato aponta problemas no setor bancário no Maranhão

No Maranhão, a paralisação alcançou o 15º dia em 22 de setembro, envolvendo trabalhadores da Caixa e do Banco da Amazônia.

O coordenador-geral do Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), Rodolfo Cutrim, afirmou que a categoria enfrenta problemas relacionados à pressão por metas e a práticas que o sindicato considera assédio.

Cutrim também afirmou que houve redução no número de municípios maranhenses com atendimento bancário. Segundo ele, eram mais de 190 dos 217 municípios há cerca de cinco anos; atualmente, seriam pouco mais de 120.

Paralisação não significa fechamento de todas as agências

A greve tem adesão diferente entre sindicatos e unidades. Por isso, nem todas as agências estão necessariamente fechadas.

Enquanto a paralisação continua, clientes podem recorrer a canais digitais, caixas eletrônicos, Banco24Horas, lotéricas e unidades Caixa Aqui, conforme o serviço disponível.

A definição sobre o fim da greve da Caixa depende de novas assembleias dos trabalhadores. Caso a proposta seja aprovada, a categoria poderá retomar as atividades; se for rejeitada, a paralisação poderá continuar.

Texto elaborado com base em informações publicadas pela Agência Tambor e pelo Portal Tempo Novo em 22 e 23 de setembro de 2026.



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