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Justiça reconhece crise deixada pelo ex-prefeito e garante legalidade do Gabinete de Emergência, criado pelo prefeito PEDRO DALUA
Por: Redação -


Justiça reconhece crise deixada pelo ex-prefeito e garante legalidade do Gabinete de Emergência, criado pelo prefeito PEDRO DALUA

Decisão do Tribunal de Justiça do Amapá restabeleceu os efeitos da lei que criou o Gabinete de Emergência Administrativa e Financeira da Prefeitura de Macapá, garantindo vitória ao prefeito Pedro DaLua e afastando a tentativa de suspensão da estrutura por meio de ação judicial.

O desembargador relator deferiu tutela recursal em agravo de instrumento, suspendendo a decisão de primeira instância que havia barrado nomeações e pagamentos vinculados ao gabinete. Com isso, ficam restabelecidos os efeitos da Lei Municipal nº 3.069/2026, permitindo a continuidade das atividades do órgão emergencial.

Na decisão, o magistrado reconheceu a plausibilidade jurídica da criação do gabinete, destacando que a norma “goza de presunção de legitimidade e constitucionalidade”, já que foi regularmente proposta pelo Executivo, aprovada pelo Legislativo e sancionada sem vícios formais aparentes.

Outro ponto central do entendimento judicial foi a crítica à forma como a ação foi conduzida. Segundo o relator, há indícios de que o questionamento judicial tenta, de forma indireta, atacar a validade de uma lei municipal — o que exige cautela, pois não se pode transformar uma ação de improbidade em mecanismo para controle abstrato de normas.

VEJA A DECISÃO EM PDF

A decisão também enfraquece a tese de irregularidade administrativa ao afirmar que, neste momento inicial, não há demonstração clara de conduta dolosa ou ilegalidade qualificada, requisito essencial para caracterização de improbidade. A sentença ressalta que divergências sobre conveniência, oportunidade ou modelo de gestão não configuram, por si só, ato ímprobo.

Além disso, o relator considerou legítima a justificativa apresentada pela gestão municipal para a criação do gabinete, mencionando o cenário de crise enfrentado pela prefeitura, com exonerações em massa, desorganização administrativa e risco à continuidade de serviços públicos essenciais.

No aspecto prático, a Justiça reconheceu o risco concreto de prejuízo caso o gabinete permanecesse suspenso, destacando que a estrutura tem caráter temporário (60 dias) e que sua paralisação poderia esvaziar completamente sua finalidade antes do julgamento definitivo.

Com a decisão, ficam autorizadas novamente as nomeações vinculadas ao Gabinete de Emergência, dentro dos limites legais e do prazo estabelecido. A medida representa um respaldo relevante à atuação do prefeito Pedro DaLua, ao reconhecer a legalidade e a necessidade da iniciativa em meio a um cenário administrativo considerado crítico.



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