Brasil adota nova Carteira de Identidade Nacional; saiba como emitir pelo celular
CIN digital traz mais segurança, praticidade e identificação única pelo CPF.
O Brasil iniciou uma nova fase na emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que passa a unificar informações e substituir modelos antigos de RG. Com validade em todo o território nacional, a CIN utiliza exclusivamente o CPF como número identificador, facilitando o acesso a serviços públicos e reduzindo fraudes. A grande novidade é que agora os brasileiros podem emitir a versão digital diretamente pelo celular — de forma rápida e gratuita.
O que muda com a nova identidade
A CIN segue o padrão internacional recomendado para documentos de identificação, com maior segurança e adoção de tecnologias antifraude. Entre as principais mudanças estão:
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Unificação pelo CPF: o número do CPF passa a ser o único identificador do cidadão, extinguindo a multiplicidade de RGs.
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Documento válido em todo o Brasil: elimina divergências entre estados.
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Versão física e digital: ambas coexistem e possuem o mesmo valor legal.
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QR Code: permite verificação instantânea de autenticidade.
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Camada de segurança contra fraudes: inclui elementos visuais e digitais avançados.
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Informações adicionais: como tipo sanguíneo, condição de doação de órgãos e nome social, se o cidadão optar.
Como emitir pelo celular
A emissão da CIN digital pode ser feita pelo aplicativo Gov.br, disponível gratuitamente para Android e iOS. Porém, é importante lembrar: a primeira via da nova identidade só pode ser emitida presencialmente, nos órgãos de identificação dos estados. A versão digital é liberada automaticamente após isso.
Passo a passo para ter a CIN no celular
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Faça login no aplicativo Gov.br com nível prata ou ouro.
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No menu principal, toque em “Carteira de Documentos”.
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Selecione “Adicionar Documento”.
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Escolha “Carteira de Identidade Nacional (CIN)”.
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O sistema localizará automaticamente sua identidade emitida pelo estado.
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Confirme os dados e pronto: a CIN digital será adicionada ao celular.
A versão digital é válida em todo o país e pode ser usada em aeroportos, bancos e serviços públicos.
Quem precisa trocar a identidade?
A troca não é obrigatória imediata, mas seguirá um cronograma:
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Identidades antigas emitidas até 2022 têm validade até 2032.
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Crianças precisam atualizar a cada 5 anos, devido à mudança de fisionomia.
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Adultos deverão renovar a cada 10 anos.
Onde emitir a versão física
A emissão da primeira e segunda via da CIN é feita pelos órgãos estaduais (no Amapá, Instituto de Identificação da Polícia Técnico-Científica) ou nas agências do Superfácil espalhadas pelo estado.
Para solicitar:
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Leve certidão de nascimento ou casamento original.
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Apresente o CPF.
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Leve comprovante de residência, se o estado exigir.
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Faça o agendamento, quando necessário.
Em muitos estados, a emissão da primeira via é gratuita.
Por que a nova identidade foi criada
O governo federal destaca que o objetivo da CIN é reduzir fraudes, integrar bancos de dados públicos e facilitar a vida do cidadão. Atualmente, cada estado podia emitir um RG diferente. Com a unificação pelo CPF, o Brasil resolve um problema histórico ao adotar um identificador único — semelhante ao que já ocorre em países europeus e latino-americanos.
Quando todos os Estados vão adotar
A CIN já está disponível em 26 estados e no Distrito Federal, mas a emissão segue em fases. A expectativa do Ministério da Gestão é que, até 2026, todo o país adote exclusivamente o novo padrão.
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