No Dia Nacional de Combate ao Fumo, Governo do Amapá alerta para doenças causadas pela nicotina e uso do 'vape' entre jovens
Com altos índices de mortalidade e o avanço dos cigarros eletrônicos entre jovens, o tabagismo permanece como um grave problema de saúde pública que exige prevenção e apoio contínuo.
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado no sábado (29), a Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (Sesa) alerta para os riscos do tabagismo, diretamente associado a infartos, Acidente Vascular Cerebral (AVC), enfisemas e cânceres de pulmão, boca e garganta.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco e seus derivados mata cerca de 8 milhões de pessoas por ano no mundo, sendo 1,3 milhão por exposição ao fumo passivo, que eleva os riscos de doenças cardíacas, derrames, problemas respiratórios, diabetes tipo 2 e tumores.
No Brasil, estima-se que 20,4 milhões de indivíduos (12,8% da população) sejam afetados pelo hábito, e 18,5% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram cigarro. Pesquisas nacionais apontam ainda maior prevalência de fumantes ativos entre 16 e 24 anos (19%), índice impulsionado pelo apelo dos dispositivos eletrônicos (vapes).
Para combater a adesão precoce, a Sesa promoveu, na última quarta-feira (26), o Encontro de Fortalecimento das Estratégias de Promoção da Saúde e Prevenção ao Uso do Tabaco no Ambiente Escolar, ação vinculada ao programa Saber Saúde.
"Enquanto Estado, Secretaria de Saúde e Educação conjuntamente, o momento aqui é abrir esse espaço de integração para que a escola possa fazer o seu papel de educar, orientar e prevenir", destacou Assunção Rocha, referência técnica e coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da instituição.
Assunção Rocha reforçou a atenção voltada à atração que os dispositivos eletrônicos exercem sobre os jovens. "Com o avanço da tecnologia nós temos os vapes, onde o adolescente ele é seduzido a experimentar e futuramente ficar dependente. Nós não queremos isso, nós queremos um adolescente saudável, sem vícios, que tenha qualidade de vida. E para isso a educação é fundamental.
E educação se faz de forma dialogada, com informações técnicas apropriadas e pertinentes a cada faixa etária e ao contexto que está esse aluno. Então nesse momento, enquanto Sesa, o nosso trabalho é realmente promover saúde e abranger informações adequadas para a qualidade de vida do nosso escolar".
Na rede pública, o tratamento para interrupção do vício é gratuito e tem duração de seis meses a um ano. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) municipais funcionam como porta de entrada, oferecendo suporte terapêutico, psicológico e medicamentoso conduzido por equipes multiprofissionais.
O Governo do Estado atua no suporte aos municípios por meio da qualificação de equipes e no repasse de insumos enviados pelo Ministério da Saúde.
Assunção Rocha, referência técnica e coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da Sesa
"O município que realiza o tratamento recebe do estado a capacitação dos profissionais da atenção primária, além da dispensação de medicamentos como adesivos e goma de mascar, que são prescritos com avaliação médica considerando o grau de dependência", pontuou a coordenadora.
Para iniciar o acompanhamento e buscar uma rotina mais saudável e livre da dependência da nicotina, basta se dirigir à UBS mais próxima portando documento oficial com foto e o Cartão Nacional do SUS.
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