Ministério da Justiça divulga balanço das operações de segurança no segundo turno das eleições
Processo eleitoral foi monitorado em tempo real em todo o Brasil; violar ou tentar violar o sigilo do voto foi o crime mais cometido
Brasília, 26/10/2026 - O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou, nesta segunda-feira (26), o balanço das operações integradas referentes ao segundo turno das eleições de 2026. De acordo com o relatório do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), foram registradas 733 ocorrências. Violar ou tentar violar o sigilo do voto (39,1%) foi o delito mais registrado. Em seguida, aparecem a boca de urna (12,8%), a propaganda eleitoral irregular (10,4%) e outros crimes eleitorais (9,6%).
Houve 61 autos de prisão em flagrante, 254 termos circunstanciados e 173 pessoas conduzidas. No total, foram apreendidos uma arma de fogo, 864 materiais de campanha e dez veículos, além de R$ 1.897 em espécie.
Em coletiva de imprensa realizada no último domingo (25), no CICCN, em Brasília (DF), o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, avaliou que as questões relacionadas à segurança pública no pleito eleitoral transcorreram de forma relativamente tranquila.
“Tvemos, entretanto, uma série de relatos de problemas de mobilidade, relacionados à retenção de frotas de ônibus. Isso será alvo de investigação por parte da Polícia Federal e das polícias estaduais, que vão instaurar os seus inquéritos para apurar as responsabilidades”, ponderou.
Segundo o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal, Dennis Cali, a PF também acompanha questões relacionadas à mobilidade urbana, principalmente nos estados de São Paulo (SP), Alagoas (AL), Piauí (PI), Sergipe (SE) e Bahia (BA).
“Temos inquérito instaurado para apurar as circunstâncias em que isso aconteceu, principalmente a questão de impedir ou embaraçar o exercício do voto, assim como ocultar a questão do fornecimento de transporte. São fatos que ainda estão em apuração”, explicou.
Operação
Além do MJSP, participaram das operações o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Ministério da Defesa, as secretarias estaduais de Segurança Pública, as polícias Civil e Militar e os Corpos de Bombeiros.
Segundo o último relatório do CICCN, as forças de segurança contaram com efetivos distribuídos entre a tropa de contingência (22.023), as forças estaduais (307.672), a PRF (6.800), a PF (5.906) e a Força Nacional (166). Ao todo, foram utilizadas 36.602 viaturas, 209 embarcações e 96 aeronaves.
Na avaliação do diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, as forças de segurança garantiram um pleito ordeiro, bem como o deslocamento dos cidadãos. “O total de ocorrências criminais foi bem menor do que no primeiro turno”, pontuou.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Souza Oliveira, a corporação buscou garantir a fluidez do trânsito e a segurança nas rodovias.
“Tivemos interdições durante o dia. Totais e parciais. Todas com esforço para resolver e com vias alternativas. Ninguém deixou de circular por qualquer motivo de interdição de rodovias”, afirmou Oliveira.
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