Governo do Amapá alerta produtores rurais sobre transmissão de raiva provocada por morcegos hematófagos nos rebanhos
A Diagro trabalha no sentido de proteger o rebanho adotando medidas de investigação epidemiológica e coleta de material para diagnóstico laboratorial em animais com sintomas, bem como, a orientação dos produtores através da educação sanitária.
A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado (Diagro) alerta os produtores rurais sobre o risco de transmissão da raiva aos rebanhos por morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). A orientação é que os criadores mantenham a vacinação dos animais em dia e adotem medidas preventivas para reduzir o risco de contaminação e proteger a saúde dos rebanhos.
“A Diagro que também atua em áreas rurais do Estado Amapá, cuja região é propícia a acontecer registros de doenças de raiva animal. Essa transmissão ocorre através da espoliação dos animais (equídeos, bovinos, suínos e outros) pelo principal vetor transmissor que é o morcego hematófago”, pontuou a Médica veterinária, Rafaela Ferreira, chefe da Unidade de Saúde Animal.
De acordo com ela, a enfermidade é endêmica na América do Sul, infectocontagiosa e causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que cursa com sintomas nervosos nos animais atingidos, levando a 100% de mortalidade após o início dos sintomas, sendo também uma zoonose (doença transmitida do animal para o homem) e não tem cura.
Prevenção dos rebanhos
Cabe ao produtor rural proceder com a aplicação da vacina e ficar atento a ocorrência de espoliação do seu rebanho, informando a Diagro quando ocorrer. Sendo essas as principais ferramentas para evitar a chegada da doença nas propriedades.
Fato que os últimos registros de raiva animal no Amapá aconteceram em 2020, no município de Porto Grande, com um bovino com diagnóstico laboratorial positivo e outros três bovinos foram mortos na propriedade com sinais nervosos.
No ano seguinte, no município de Santana, houve o registro de um bubalino e um equino mortos com sinais semelhantes. Segundo a médica veterinária Rafaela Ferreira, em casos como esses, a vacinação torna-se obrigatória em todos os animais suscetíveis (bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, muares, asininos e equinos) na propriedade foco, e nas áreas focal e perifocal, em um raio de 12 quilômetros.
São prestadas orientações para que moradores, trabalhadores e a quaisquer pessoas que tiveram contato com os animais doentes procurem atendimento médico; comunicação às autoridades sanitárias são feitas e educação sanitária para observar a ocorrência de ataques de morcegos hematófagos (mordeduras), no sentido de possibilitar o planejamento das ações de controle dos transmissores.
Habitat de morcegos e transmissão da doença
É comum o morcego hematófago, se abrigar em cavernas, casas e currais abandonados, grandes folhas de arvores entre outros locais, onde eles descansam durante o dia, e nesses locais eles fazem colônias e passam a ter contato com outros morcegos doentes e, por meio de lambeduras, adquirem ou transmitem a doença.
José Maria Silva - Secom
99113.1065
zsecom1965@gmail.com
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