Petrobras e Marinha ampliam parceria na Margem Equatorial
Acordo prevê ações de segurança marítima, monitoramento, emergências e apoio às atividades offshore
A Petrobras e a Marinha do Brasil assinaram, em 20 de agosto de 2026, um Protocolo de Intenções para ampliar a cooperação em áreas estratégicas relacionadas às atividades marítimas.
O acordo inclui monitoramento e proteção marítima, logística offshore, resposta a emergências, busca e salvamento, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e apoio às operações na Margem Equatorial.
A parceria ocorre em meio ao avanço das atividades exploratórias na região. Em agosto, a Petrobras identificou hidrocarbonetos no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e em águas de 2.886 metros de profundidade.
A descoberta ainda depende de novas avaliações para determinar o tamanho e o potencial econômico da acumulação.
Segurança marítima ganha importância
O aumento das operações offshore pode elevar a circulação de embarcações, trabalhadores e equipamentos em áreas distantes do litoral, ampliando a demanda por vigilância, fiscalização, busca e salvamento e resposta a emergências.
Nesse cenário, o SisGAAz, sistema da Marinha voltado ao gerenciamento da Amazônia Azul, ganha importância por integrar informações e permitir o compartilhamento de dados com órgãos como Polícia Federal, Ibama, Receita Federal e Petrobras.
Segundo a Petrobras, a cooperação com a Marinha também contribuiu para ampliar, em aproximadamente 360 mil km², os limites reconhecidos da Plataforma Continental brasileira na Margem Equatorial em 2025.
Com a possível expansão das atividades de petróleo no Norte e Nordeste, a integração entre monitoramento, tecnologia, presença marítima e atuação de diferentes órgãos deverá assumir papel cada vez mais relevante na região.
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