Descoberta no Amazonas reforça potencial da Margem Equatorial
SINDIPETRO-RN defende retomada da Petrobras no estado após avanço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas e licenças para novos poços na Bacia Potiguar
A descoberta de hidrocarbonetos no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, anunciada em 14 de agosto pela Petrobras, reforça o potencial petrolífero da Margem Equatorial Brasileira, faixa litorânea que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte. O poço fica a cerca de 175 km da costa amapaense, em lâmina d'água de aproximadamente 2.886 metros, e ainda depende de novos estudos e perfurações para confirmar o tamanho e a viabilidade comercial da reserva. Ainda assim, o resultado já é visto como estratégico para a reposição das reservas nacionais de petróleo e gás.
Para o Rio Grande do Norte, que integra a Margem Equatorial pela Bacia Potiguar, o avanço das exploração é encarado como oportunidade de retomada. O estado tem histórico consolidado na produção de petróleo, com infraestrutura e mão de obra especializada, mas viu sua relevância no setor diminuir após a venda do Polo Potiguar pela Petrobras — negócio que incluiu campos terrestres e marítimos, a Refinaria Clara Camarão e resultou em perda de empregos e de dinamismo na cadeia produtiva local.
O SINDIPETRO-RN cobra há anos maior investimento da estatal na região, incluindo a perfuração do poço Mãe de Ouro, e destaca que a Petrobras já obteve, em abril, licenças ambientais para perfurar três novos poços em águas profundas da Bacia Potiguar, além da inclusão de oito blocos exploratórios potiguares na Oferta Permanente da ANP em maio.
O sindicato defende que a exploração da Margem Equatorial avance associada a uma transição energética justa, que direcione parte da receita do petróleo para financiar energias renováveis, inovação e desenvolvimento industrial, sem abandonar trabalhadores e regiões produtoras. Em 2024, a categoria já havia discutido com a Petrobras investimentos previstos de US$ 3,1 bilhões para atividades exploratórias na Margem Equatorial até 2028, incluindo áreas no Rio Grande do Norte.
Para o SINDIPETRO-RN, o desafio agora é transformar o momento favorável em política de desenvolvimento de longo prazo para o Estado.
Fonte: Saiba Mais
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