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Expofeira 2026 entra para a história como a maior já realizada no Amapá
Por: Marcio Bezerra -


Expofeira 2026 entra para a história como a maior já realizada no Amapá

Com mais de 2 milhões de visitantes e R$ 1,5 bilhão em negócios, evento movimentou do grande investidor ao vendedor informal, fortaleceu o turismo, gerou oportunidades de trabalho e transformou o Parque da Fazendinha em uma grande vitrine da economia, cultura e identidade amapaense.

A Expofeira do Amapá de 2026 encerrou sua programação deixando números, histórias e resultados que ajudam a dimensionar a maior edição já realizada do evento. Durante os dias de programação, o Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá, tornou-se o centro de uma intensa movimentação econômica, cultural e social, reunindo mais de 2 milhões de visitantes e consolidando R$ 1,5 bilhão em negócios.

Mais do que os grandes números, a edição mostrou a capacidade da Expofeira de fazer a economia circular em diferentes níveis. Do grande investimento aos pequenos negócios, da agricultura familiar ao comércio informal, da rede hoteleira aos trabalhadores envolvidos na montagem e operação do evento, a feira criou oportunidades que ultrapassaram os limites do Parque da Fazendinha.

O resultado foi sentido em diversos pontos da capital. Hotéis, restaurantes, bares, transporte, comércio, alimentação, serviços e outros segmentos receberam o reflexo do fluxo de visitantes atraídos pela programação. Durante o período da Expofeira, a rede hoteleira de Macapá registrou cerca de 80% de ocupação relacionada ao fluxo turístico do evento, segundo a informação fornecida para este balanço, reforçando o papel da feira também como indutora do turismo e da economia de serviços.

Mais de 2 milhões de visitantes

Um dos números que melhor traduz a dimensão alcançada em 2026 é o público. Mais de 2 milhões de visitantes passaram pela Expofeira durante oito dias contabilizados da programação, um fluxo que transformou a Fazendinha em um dos espaços de maior circulação de pessoas no estado durante o período.

A presença desse público teve efeito multiplicador. Quem chegava para acompanhar um show, visitar uma exposição, participar de uma rodada de negócios, conhecer produtos ou simplesmente aproveitar a programação com a família também consumia alimentação, utilizava transporte, comprava produtos, contratava serviços e movimentava uma extensa cadeia econômica.

A Expofeira, dessa forma, não movimentou apenas aquilo que aconteceu dentro dos estandes. Seus efeitos chegaram ao comércio formal e informal e a diferentes setores de Macapá, ampliando o impacto econômico provocado pelo evento.

R$ 1,5 bilhão consolida força econômica da feira

Se o público demonstra a dimensão popular da Expofeira, o volume de negócios revela seu peso econômico. A edição de 2026 consolidou R$ 1,5 bilhão em negócios, tornando-se uma grande plataforma de oportunidades para empresas, produtores, investidores e empreendedores.

A feira reuniu diferentes segmentos econômicos em um mesmo ambiente. Agronegócio, máquinas e equipamentos, produção rural, pequenos negócios, economia criativa, produtos regionais, inovação, gastronomia e serviços encontraram no evento uma oportunidade de exposição, negociação e aproximação com consumidores e potenciais parceiros.

Os incentivos fiscais também tiveram papel importante na construção desse ambiente, favorecendo negociações de máquinas e equipamentos e criando condições para novos investimentos em setores produtivos.

O impacto não ficou concentrado nas grandes operações. Ao mesmo tempo em que contratos de maior porte ajudaram a construir a marca de R$ 1,5 bilhão, pequenos empreendedores comemoraram resultados positivos nas vendas e saíram da Expofeira projetando expansão e novos investimentos.

É justamente essa capacidade de conectar diferentes escalas da economia que ajuda a explicar a dimensão alcançada pela edição de 2026.

Do grande negócio à renda de quem trabalha por conta própria

A força econômica da Expofeira também esteve nas milhares de pequenas transações realizadas diariamente.

Empreendedores, vendedores, produtores, artesãos, trabalhadores da alimentação, comerciantes e profissionais de diferentes áreas aproveitaram o grande fluxo de público para gerar renda.

Para muitos pequenos negócios, a Expofeira representou mais do que vender durante alguns dias. Foi uma oportunidade de apresentar uma marca para milhares de pessoas, conquistar clientes, estabelecer contatos comerciais e testar produtos diante de um público muito maior do que aquele alcançado normalmente.

As histórias de empreendedores que terminaram a programação comemorando vendas e planejando novos investimentos mostram esse efeito. A produção autoral ganhou espaço e movimentou recursos, enquanto iniciativas apoiadas pelo projeto Primeira Empresa também chegaram à feira, incluindo negócios voltados ao universo geek que encontraram boa receptividade entre os visitantes.

A Expofeira se consolidou, assim, como uma grande vitrine: ao lado das empresas de maior porte, estavam pequenos negócios construindo mercado e buscando crescer.

Selo Amapá fortalece aquilo que é produzido no Estado

A valorização da produção local também ganhou espaço estratégico em 2026. O Selo Amapá levou 30 marcas para a Expofeira, ampliando a visibilidade de produtos desenvolvidos no estado.

A participação ajudou a colocar diante de um público massivo produtos que carregam matéria-prima, criatividade, conhecimento e identidade amapaense.

Esse movimento é importante porque transforma identidade em valor econômico. Produtos regionais deixam de ser vistos apenas como elementos culturais e passam a ocupar vitrines comerciais, estabelecer contatos e buscar novos mercados.

A Expofeira mostrou, nesse sentido, que desenvolvimento econômico e valorização da identidade amazônica podem caminhar juntos.

Campo e produção rural fortalecidos

A origem agropecuária da Expofeira continuou presente em uma edição cada vez mais diversificada.

O balanço da participação dos produtores rurais apontou crescimento das vendas e fortalecimento dos negócios. Para quem produz no campo, a feira representou contato direto com consumidores, compradores, fornecedores, novas tecnologias e possibilidades comerciais.

Esse encontro entre produção e mercado é uma das funções históricas da Expofeira e permaneceu como parte essencial da edição de 2026.

Ao aproximar produtores rurais, empresas, instituições e consumidores, o evento contribuiu para ampliar a visibilidade do setor e criar novas possibilidades de negócios após o encerramento da programação.

Turismo movimenta Macapá para além da Fazendinha

A dimensão da Expofeira também pôde ser percebida longe do Parque de Exposições.

Visitantes de outros municípios e de fora do Amapá chegaram à capital para acompanhar shows, negócios, rodeio, exposições, gastronomia e as demais atrações. O resultado apareceu na rede de hospedagem, que registrou aproximadamente 80% de ocupação associada ao período do evento, conforme o dado informado para esta retrospectiva.

Esse fluxo beneficia uma cadeia muito maior do que a hotelaria. O turista que chega a Macapá precisa se deslocar, se alimentar e consumir serviços e pode aproveitar a viagem para conhecer outros pontos da cidade.

Restaurantes, lanchonetes, motoristas, aplicativos de transporte, táxis, comércio, artesanato e diferentes prestadores de serviço entram nessa cadeia.

A Expofeira passa, portanto, a cumprir também um papel de promoção turística: o evento atrai o visitante e, ao mesmo tempo, apresenta Macapá e o Amapá a quem vem de fora.

Emprego e oportunidades que permanecem depois do evento

Outro efeito importante esteve na geração de trabalho.

Um evento da dimensão da Expofeira demanda profissionais para montagem, logística, segurança, limpeza, alimentação, vendas, produção cultural, comunicação, transporte, atendimento, manutenção e diversas outras atividades. Isso cria oportunidades temporárias e renda durante todo o período de preparação e realização.

Mas 2026 apresentou também exemplos de oportunidades capazes de continuar após o encerramento dos portões. Durante a programação, amapaenses foram contratados por uma grande empresa nacional do setor de petróleo, conectando qualificação e empregabilidade a um dos setores estratégicos para o futuro econômico do estado.

A inovação também ganhou protagonismo. O Desafio Startup 2026 premiou ideias e talentos locais, estimulando soluções inovadoras e dando visibilidade ao ecossistema de tecnologia e empreendedorismo do Amapá.

Com isso, a Expofeira reuniu em um mesmo ambiente o emprego imediato, o empreendedorismo e perspectivas profissionais de longo prazo.

Cultura amapaense diante de milhões de pessoas

Se a economia foi um dos grandes pilares da Expofeira, a cultura ajudou a construir sua identidade.

A programação abriu espaço para diferentes expressões culturais do Amapá. O cinema local ganhou uma vitrine com produções de ficção, documentários e animação. Povos Tiriyó e Kaxuyana apresentaram elementos de sua cultura e ancestralidade. Artistas, produtores autorais, músicos e outras manifestações regionais encontraram um público de grandes proporções.

O encerramento também reservou espaço especial à produção local, com a chamada Noite Amapaense, reunindo samba, pagode e manifestações culturais do estado.

O Festival das Aparelhagens reforçou outro elemento da cultura popular amazônica. A força dessas atrações também possui reflexo econômico: grandes concentrações de público significam maior circulação nas praças de alimentação, comércio e serviços.

A cultura, portanto, não apareceu isolada da economia. Ela também gerou movimento, consumo, trabalho e renda.

Grandes shows transformam a feira em entretenimento para diferentes públicos

As atrações nacionais ampliaram ainda mais a capacidade da Expofeira de mobilizar a população.

Shows de grande porte levaram multidões ao Parque da Fazendinha e dividiram espaço com apresentações locais, rodeio, festivais, atividades culturais e outras formas de entretenimento.

A apresentação de Luísa Sonza, por exemplo, reuniu uma multidão e entrou entre os momentos de grande mobilização popular da programação. O rodeio também teve forte presença do público e encerrou sua disputa consagrando os campeões da edição.

Para as famílias, o parque de diversões se transformou em um espaço de convivência entre gerações. Pais, filhos, jovens e idosos encontraram na Expofeira opções diferentes de lazer em um mesmo lugar.

Outras iniciativas, como o Troque e Pesque, registraram grande adesão, reforçando o caráter diversificado da programação.

Essa combinação ajuda a explicar o alcance da feira: enquanto uma pessoa chegava em busca de negócios, outra procurava cultura; algumas famílias iam ao parque; outras pessoas acompanhavam shows, rodeio, gastronomia ou exposições.

Uma cidade funcionando dentro do Parque da Fazendinha

Receber milhões de visitantes exige uma operação proporcional ao tamanho do evento.

A estrutura de saúde da Expofeira realizou 349 atendimentos, mantendo equipes preparadas para responder às ocorrências durante a programação. Postos de atendimento permaneceram de prontidão até os últimos momentos do evento, com suporte da estrutura estadual de saúde e do Samu para situações que exigissem assistência de maior complexidade.

A limpeza também precisou acompanhar o ritmo da programação. Após eventos de grande público, como o Festival das Aparelhagens, equipes entraram em ação para preparar novamente os espaços do Parque da Fazendinha.

Saúde, segurança, limpeza, tecnologia, logística e organização formaram uma estrutura que funcionou praticamente como uma cidade temporária, necessária para receber diariamente grandes concentrações de pessoas.

A infraestrutura tecnológica também ganhou importância. Antes da abertura, o Prodap apresentou um plano de conectividade para oferecer rede estável e de alta disponibilidade a visitantes, expositores e órgãos participantes, além de soluções digitais desenvolvidas para melhorar a experiência dentro da feira.

Mais de 78 mil conexões

Outro indicador divulgado no balanço foi o registro de mais de 78 mil conexões durante oito dias de programação, demonstrando também a escala da utilização da infraestrutura disponibilizada durante o evento.

Em uma feira que reúne negócios, comunicação, serviços públicos e entretenimento, conectividade deixou de ser apenas comodidade. Ela passou a integrar a infraestrutura necessária para vendas, divulgação, atendimento, operações institucionais e interação dos próprios visitantes.

A dimensão econômica da Expofeira não pode ser medida apenas entre o primeiro e o último dia.

Antes mesmo da abertura oficial, o comércio de Macapá já registrava aumento da procura por roupas, botas, chapéus, cintos e acessórios associados à programação. A preparação do público para participar da feira antecipou parte da movimentação econômica.

Da mesma maneira, montagem de estruturas, contratação de equipes, logística, fornecedores e preparação dos espaços começaram muito antes da chegada dos primeiros visitantes.

Depois do encerramento, outra parte do impacto permanece: contatos comerciais realizados, novos clientes conquistados, investimentos planejados, empresas divulgadas, profissionais contratados e marcas locais apresentadas a novos públicos.

É esse ciclo — antes, durante e depois — que torna o impacto da Expofeira maior do que o movimento registrado dentro do Parque da Fazendinha.

Uma Expofeira que movimentou o Amapá

A edição de 2026 reuniu elementos que ajudam a explicar por que entrou para a história da Expofeira.

Foram mais de 2 milhões de visitantes, R$ 1,5 bilhão em negócios, mais de 78 mil conexões, 30 marcas do Selo Amapá ganhando visibilidade e uma extensa cadeia de empreendedores, produtores rurais, empresas, trabalhadores e prestadores de serviços envolvidos.

Ao mesmo tempo, Macapá recebeu visitantes e viu a movimentação alcançar hotéis, restaurantes, comércio, transporte e serviços. A cultura amapaense dividiu uma grande vitrine com atrações nacionais. Pequenos empreendedores venderam seus produtos ao lado de grandes negócios. Produtores rurais ampliaram oportunidades. Profissionais encontraram emprego. Startups apresentaram ideias. Famílias encontraram lazer e entretenimento.

É essa combinação que diferencia o resultado de 2026.

A maior Expofeira já realizada no Amapá não foi construída por apenas um grande show, um recorde de público ou pelo volume bilionário de negócios. Sua dimensão está justamente na capacidade de reunir tudo isso em um mesmo evento e fazer seus efeitos alcançarem diferentes setores da sociedade.

Da economia formal à informal, do campo à inovação, do pequeno empreendedor ao grande investimento, do artista local às atrações nacionais, do trabalhador ao turista, a Expofeira 2026 transformou durante sua realização a dinâmica econômica, cultural e social de Macapá.

Mais do que uma feira, tornou-se uma grande vitrine do Amapá, de sua produção, de sua cultura, de seus empreendedores, de seus talentos e de suas oportunidades.

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Crédito: Fotos: Agência Amapá de Notícias

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