"Atividade física funciona como aliada no combate à depressão e à ansiedade", diz psicóloga . . Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, até 2022, quase 1 bilhão de pessoas viviam com algum transtorno mental, sendo 14% adolescentes. No Brasil, a situação é preocupante e 19 milhões de pessoas afirmam sofrer com ansiedade ou depressão. Um levantamento feito pelo DataFolha mostra que 7% da população considera a sua saúde mental precária ou muito ruim, índice que sobe para 13% entre jovens de 16 a 24 anos e 9% entre mulheres. A partir deste cenário, especialistas destacam que a prática regular de atividade física é uma importante aliada no cuidado com a saúde mental. A psicóloga Miriam Carvalho explica que os exercícios são responsáveis por estimular a produção de neurotransmissores como serotonina e endorfina, que promovem a sensação de bem-estar, aliviam o estresse e ajudam ainda no controle da ansiedade. “A atividade física não é apenas sobre saúde do corpo. Ela é também um recurso fundamental para fortalecer a mente e lidar com transtornos como depressão e ansiedade”, afirma. Além do efeito químico no organismo, os esportes e movimentos cotidianos trazem benefícios sociais e comportamentais. Para Miriam, que também é professora da Estácio, a disciplina criada pela rotina de treinos, a socialização em atividades coletivas e o sentimento de conquista ao atingir metas pessoais ajudam a reduzir o isolamento, melhorar a autoestima e construir um ambiente mais favorável para o equilíbrio emocional. Outro ponto destacado pela psicóloga é que a prática esportiva pode ser adaptada a diferentes perfis e realidades. Caminhadas, alongamentos e exercícios em casa já oferecem resultados positivos, principalmente quando realizados de forma constante. “Não é preciso começar com atividades intensas ou de alta performance. O mais importante é dar o primeiro passo e manter uma regularidade, mesmo que em pequenas doses”, orienta. Além disso, a profissional reforça que a atividade física contribui também para a prevenção de recaídas em quadros de depressão e ansiedade, funcionando como parte essencial da manutenção da saúde mental. “Quando a pessoa incorpora o exercício à sua rotina, cria uma rede de proteção que fortalece não apenas o corpo, mas também o equilíbrio emocional, oferecendo mais resiliência diante das dificuldades cotidianas”, finaliza Miriam. Por Ewerton França
"Atividade física funciona como aliada no combate à depressão e à ansiedade", diz psicóloga
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, até 2022, quase 1 bilhão de pessoas viviam com algum transtorno mental, sendo 14% adolescentes. No Brasil, a situação é preocupante e 19 milhões de pessoas afirmam sofrer com ansiedade ou depressão. Um levantamento feito pelo DataFolha mostra que 7% da população considera a sua saúde mental precária ou muito ruim, índice que sobe para 13% entre jovens de 16 a 24 anos e 9% entre mulheres.
A partir deste cenário, especialistas destacam que a prática regular de atividade física é uma importante aliada no cuidado com a saúde mental. A psicóloga Miriam Carvalho explica que os exercícios são responsáveis por estimular a produção de neurotransmissores como serotonina e endorfina, que promovem a sensação de bem-estar, aliviam o estresse e ajudam ainda no controle da ansiedade. “A atividade física não é apenas sobre saúde do corpo. Ela é também um recurso fundamental para fortalecer a mente e lidar com transtornos como depressão e ansiedade”, afirma.
Além do efeito químico no organismo, os esportes e movimentos cotidianos trazem benefícios sociais e comportamentais. Para Miriam, que também é professora da Estácio, a disciplina criada pela rotina de treinos, a socialização em atividades coletivas e o sentimento de conquista ao atingir metas pessoais ajudam a reduzir o isolamento, melhorar a autoestima e construir um ambiente mais favorável para o equilíbrio emocional.
Outro ponto destacado pela psicóloga é que a prática esportiva pode ser adaptada a diferentes perfis e realidades. Caminhadas, alongamentos e exercícios em casa já oferecem resultados positivos, principalmente quando realizados de forma constante. “Não é preciso começar com atividades intensas ou de alta performance. O mais importante é dar o primeiro passo e manter uma regularidade, mesmo que em pequenas doses”, orienta.
Além disso, a profissional reforça que a atividade física contribui também para a prevenção de recaídas em quadros de depressão e ansiedade, funcionando como parte essencial da manutenção da saúde mental. “Quando a pessoa incorpora o exercício à sua rotina, cria uma rede de proteção que fortalece não apenas o corpo, mas também o equilíbrio emocional, oferecendo mais resiliência diante das dificuldades cotidianas”, finaliza Miriam.
Por Ewerton França
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