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Público foi convidado a interagir com a instalação deixando mensagem em mural
Instalação artística “Fragmentos de GuErra: A Poética Visual de Naurú” pode ser visitada até sexta-feira (22) em Porto Velho (RO)
Por: Redação -


Instalação artística “Fragmentos de GuErra: A Poética Visual de Naurú” pode ser visitada até sexta-feira (22) em Porto Velho (RO)

Cerimônia de encerramento da instalação contará também com lançamento de portal digital de conteúdos desenvolvido por coletivo cultural Xapiri Pë para promover a arte e a cultura dos povos rondonienses.

Quem ainda não visitou a instalação artística “Fragmentos de GuErra: A Poética Visual de Naurú” na Galeria Rita Queiroz, do Sesc Centro Cultural Gladstone Nogueira Frota, em Porto Velho (Rondônia), tem até o dia 22 de maio para conferir o projeto contemplado pelo Edital Funcultural de Chamamento Público nº 008/2025, realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A visitação é gratuita e ocorre das 8h às 18h, com classificação etária de 12 anos.

 

Na sexta-feira, às 19h, ocorrerá o encerramento da instalação artística, também no Sesc Centro Cultural, além do  lançamento do portal de conteúdos “Vozes da Floresta – Xapiri Pë Digital”, desenvolvido por integrantes do coletivo cultural Xapiri Pë, projeto igualmente contemplado no Edital Funcultural de Chamamento Público nº 008/2025. “O projeto objetiva documentar e apresentar o trabalho do coletivo e de artistas parceiros, conectando suas trajetórias a públicos mais amplos”, reforça Thales Gomes, proponente da ação e programador do site.

 

Sobre “Fragmentos de Guerra”

 

Idealizada pela artista e coordenadora Rafa Montie, a instalação configura-se como desdobramento do espetáculo “Naurú *** Poeta das GuErras”, apresentado em entre março e abril de 2025. A proposta leva a experiência cênica para o espaço expositivo, em que são articulados fotografias, sonoridades, objetos e elementos simbólicos em uma construção sensorial que convida o público à imersão.

 

Conforme a organização, o objetivo é provocar reflexões sobre as violências que atravessam a Amazônia e os corpos que nela habitam, utilizando a arte como instrumento poético e político de denúncia e sensibilidade. Rafa explica que a instalação surge da necessidade de prolongar os impactos da cena para além do palco, transformando a obra em um ambiente contínuo, imersivo e sensorial. “A proposta também busca estimular reflexões sobre memória, resistência, identidade e violência ambiental e social na região”, reforça Rafa.

 

Organizada por Rafa Montie, em parceria com o Coletivo Xapiri Pë de Artes e com a  artista visual Tatiana Monteiro, o projeto conta com o apoio do Sesc Centro Cultural Gladstone Nogueira Frota, local onde ocorre até a próxima sexta-feira (22), a visitação à exposição. O espaço expositivo apresenta 21 fotografias do espetáculo, 20 assinadas por Thales Gomes e uma por Anles Silva, acompanhadas por estruturas simbólicas, materiais orgânicos e elementos que recriam atmosferas da cena. “A presença do carcará, figura central da obra, atravessa a instalação como símbolo de resistência e contradição. A ambientação sonora também integra o percurso, reforçando a proposta de imersão sensorial”, informa Rafa.

 

Sobre as fotografias

 

Responsável pela curadoria das imagens, Thales Gomes destaca que a exposição representa um momento inédito em sua trajetória. “Eu me sinto orgulhoso e emocionado de ver meu trabalho exposto dessa forma em uma galeria tão importante para a arte da nossa cidade”, afirma. Segundo o fotógrafo, esta é a primeira vez que sua produção ganha exibição em formato de galeria, o que desperta expectativa diante da recepção do público. “Fotografar um espetáculo teatral foi totalmente diferente de tudo que já tinha feito até então. Acompanhar os ensaios e conhecer o texto da montagem foi essencial para antecipar movimentos e captar os momentos decisivos da cena”, comenta.

 

A seleção das imagens exigiu um processo rigoroso de curadoria. Das mais de 800 fotografias produzidas durante dois dias de apresentação, apenas 20 foram escolhidas para compor a instalação. O trabalho contou com apoio de integrantes do coletivo artístico Xapiri Pë e buscou priorizar imagens capazes de traduzir a narrativa do espetáculo. “O objetivo foi selecionar fotografias que contassem a história do espetáculo para que o público pudesse reconstruir essa narrativa a partir dos fragmentos apresentados”, destaca Thales.

 

Abertura atrai público de vários segmentos

 

A vernissage de abertura da instalação artística ocorrida no dia 5 de maio, no Sesc Centro Cultural, contou com a presença de um público diverso, que pôde circular pelo espaço expositivo em uma experiência imersiva no universo do espetáculo “Naurú: o poeta das GUerras”.

 

O ato introdutório da instalação ocorreu em frente à galeria, com a projeção de vídeos com cenas variadas de florestas, povos originários, desmatamentos, intercaladas com narração de trechos do texto do espetáculo, além de uma intervenção ao vivo do personagem Naurú, interpretado pelo ator e integrante do Xapiri Pë, Almício Fernandes.

 

“Eu fico muito honrado de fazer parte desse coletivo e de a gente estar podendo mostrar um pouco da arte cênica, da arte visual, da nossa imaginação, da criatividade local, tratando de assuntos que são da nossa terra, mas ao mesmo tempo são universais”, comentou Fernandes após sua performance na estreia da instalação.   

 

Um dos espectadores da abertura de “Fragmentos” foi o professor de História,  Edson Luiz Ribeiro de Araújo, que comentou que a experiência da instalação artística foi bem imersiva, uma vez que ao adentrar no espaço expositivo teve acesso a vários estímulos sonoros, visuais e táteis para abordar as temáticas que orbitam o espetáculo teatral.  “Tudo isso a gente precisa hoje, voltar a ter uma consciência dessa maravilha que a gente precisa preservar, que é  o meio ambiente. E as guerras, de uma forma direta ou indireta, vão destruí-lo”, destacou.

 

O artista visual João Victor de André Nascimento avaliou como positiva a proposta imersiva de “Fragmentos de Guerra”. “A instalação cumpre o papel de fazer a gente emergir nesse cenário, nessa narrativa das guerras.  Foram ótimas escolhas para fazer o público emergir mesmo nesse ambiente, que traz vários sentimentos, então acho que cada peça, cada elemento aqui contribui para isso, para a instalação”, descreveu.

 

Sheila Barreto Guterres, professora universitária, classificou como necessária a abordagem das temáticas propostas pela instalação em andamento. “Eu gostei muito do mural anti-guerras, eu acho que a gente precisa falar sobre isso, a gente precisa acabar com as guerras, tanto em nível mundial, mas também as guerras internas, as micro guerras. É um tema muito necessário e muito impactante, porque ele comove a gente, porque faz pensar. Faz a gente, de certa forma, se revoltar com o que está acontecendo no mundo”.

 

Segundo Roberto Carlos Lourenço, ator e acadêmico de teatro que visitou a instalação na noite de abertura, a proposta prolonga a experiência do espetáculo Naurú, poeta da Guerras, apresentado em abril de 2025. “Eu vejo isso como uma continuidade do trabalho. E eu vejo isso também como dramaturgia [a instalação], uma forma de expandir esse texto, expandir essa experiência para quem assistiu e para quem não assistiu. Eu acredito que até quem não assistiu o espetáculo consegue entender e sentir a sensação do que é Naurú”, comentou.

 

Portal de conteúdo “Vozes da Floresta – Xapiri Pë Digital”

 

O encerramento da instalação “Fragmentos de Guerra: a poética visual de Naurú”, nesta sexta-feira, às 19h, no Sesc Cultural, também marca a estreia do portal digital informativo  “Vozes da Floresta – Xapiri Pë Digital”, desenvolvido por integrantes do coletivo cultural que atua em Porto Velho desde 2025.

 

“O site foi desenvolvido a partir de financiamento proveniente do Edital Funcultural de Chamamento Público nº 008/2025, realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, com o objetivo de divulgar para o Brasil a linguagem artística e a cultura dos povos da Amazônia portovelhense, por meio de uma plataforma digital que funciona como vitrine, arquivo e ferramenta de conexão de Porto Velho com outros territórios culturais, a partir dos canais e contatos institucionais do Coletivo”, descreve Thales Gomes proponente do projeto e programador da plataforma.

 

Sobre o Coletivo Xapiri Pë

 

Criado em 2025, a partir dos trabalhos desenvolvidos na criação do espetáculo teatral “Naurú: o poeta das Guerras”, o Coletivo Xapiri Pë é formado por artistas que atuam em diversas linguagens como artes cênicas,  audiovisual, fotografia, performance, artes visuais e os sons da floresta.

 

O Coletivo tem a missão de difundir produções autorais que carregam os temas, paisagens e experiências da nossa terra. Muitos desses artistas compartilham a visão de circular pelo Brasil, levando a arte feita em Porto Velho a festivais, encontros e redes culturais que acolham o imaginário amazônico sob múltiplas formas.

 

Ficha técnica (equipe organizadora da instalação)

 

Rafa Montie – Proponente e Coordenadora Geral

Lau Santos – Assistente de Coordenação e Execução do Texto Curatorial

Luís Gustavo Aldunate – Designer Gráfico

Thales Gomes – Curador de Fotografia

Amanda Elage – Produtora Cultural

Dennis Weber – Assessoria de Comunicação

Edmar Leite – Assistente Técnico

Almício Fernandes – Mediador/personagem Naurú

Tatiana Monteiro – Assistente de Produção e Artista Visual (escultura e objetos cênicos)

 

Serviço

 

O quê: Instalação Fragmentos de GuErra: A Poética Visual de Naurú

Encerramento: 22 de maio, às 19h

Visitação: até 22 de maio, das 8h às 18h

Onde: Galeria Rita Queiroz, no Sesc Centro Cultural Gladstone Nogueira Frota, Av. Campos Sales, 2666 – Centro, Porto Velho (RO)

Entrada: gratuita

Classificação etária: 12 anos

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