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Quando o Silêncio Canta

Quando o Silêncio Canta


Pai, fala comigo, pai... Deixa-me ouvir a tua voz, que soa como um silêncio encantado pela mestria da luz-sol. Pai, deixa-me sonhar que estás aqui (por um momento, volto a ver-te) e, com os olhos abertos, volto a ser feliz, sabendo que estás tão próximo como antes. Pai, perdoa-me por não poder dar-te adeus... Os meus dias serenos são embalados pelo encanto dos teus olhos e pelas palavras que me ensinaram o caminho menos árduo, tal como a tua própria vida. Pai, abraça-me mais uma vez e, assim, fortaleço-me e fortaleza serei nos dias mais frios da minha história. Vem dançar mais uma vez, que o teu sorriso me alegra; dá-me a mão, rio contigo da vida e, assim, as noites surgirão para o encanto do dia e seremos eternamente felizes.

Dedicado ao meu pai, que hoje faria 85 anos. Eternamente te amo.


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Articulista/Colunista

Laura Rodrigues

Poetiza

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