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Trissomia do Cromossomo 21: Inclusão escolar exige mais do que presença em sala de aula

Trissomia do Cromossomo 21: Inclusão escolar exige mais do que presença em sala de aula


O Dia Internacional da Trissomia do Cromossomo 21 (T21) é celebrado em 21 de março, data que representa a presença de três cromossomos no par 21. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data tem como objetivo combater o preconceito, promover a conscientização e ampliar oportunidades de inclusão, assegurando direitos fundamentais como acesso à educação, saúde e trabalho.

Embora seja mais conhecida como Síndrome de Down, o termo mais adequado é Trissomia do Cromossomo 21 ou T21, pois descreve a condição genética real ao invés do nome do médico.  A condição não é uma doença, mas pode estar associada a algumas particularidades físicas, cognitivas e de saúde.

O diagnóstico pode ser realizado durante a gestação, por meio de exames de pré-natal. Entre as características físicas mais comuns estão baixa estatura, olhos amendoados, face achatada, dedos curtos e língua proeminente.

As condições de saúde mais frequentes são atraso no desenvolvimento, cardiopatias congênitas, problemas auditivos, visuais e na coluna, alterações na tireoide e distúrbios neurológicos. O acompanhamento médico multidisciplinar é fundamental para a qualidade de vida.

Na inclusão escolar, pessoas com T21 podem apresentar Deficiência Intelectual, que pode gerar dificuldades na aprendizagem relacionadas à linguagem, raciocínio lógico e memória. Esses aspectos influenciam no processo de escolarização e tornam essencial a adaptação de estratégias pedagógicas às necessidades individuais.

No processo de alfabetização, existe o mito de que métodos baseados no reconhecimento visual de palavras inteiras sejam mais eficazes. Pesquisas recentes indicam que a instrução fônica, com ensino sistemático e explícito das relações entre letras e sons, apresenta melhores resultados a longo prazo, mesmo que seja mais lento e precise de mais repetição.

Outras orientações pedagógicas incluem o uso de lápis mais grossos ou adaptadores, devido à hipotonia muscular, dificuldade na coordenação motora fina. Na matemática use materiais concretos, pois ela exige capacidade de abstração e raciocínio lógico. Esses recursos ajudam a contextualizar e compreender.

Incluir não é garantir a presença na sala de aula, mas oferecer condições necessárias para que todos aprendam, participem e se desenvolvam. Conviver com pessoas com a Trissomia do Cromossomo 21 reforça que a diversidade é parte essencial de uma educação mais justa e que todas as crianças possuem necessidades educacionais que devem ser respeitadas e atendidas.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br


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Luciana Brites

É CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber? https://institutoneurosaber.com.br


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