Governo do Amapá valoriza literatura regional e tradições culturais com o 10º Cipela na Ueap
Ciclo de palestras reuniu escritores regionais e estudantes para compartilhar experiências literárias e discutir a contribuição de manifestações culturais, como o Marabaixo, para a literatura do Amapá.
O Governo do Amapá realizou, nos dias 19 e 20 de outubro, o 10º Ciclo de Palestras de Escritores de Literatura do Amapá (Cipela), coordenado pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap). O evento é dedicado a aproximar escritores que contribuem para a literatura regional e a comunidade acadêmica.
“O Cipela é uma atividade curricular de extensão que ocorre há dez anos na Ueap e hoje nós teremos uma palestra sobre Marabaixo e Literatura e no dia 20 [de outubro] sobre literatura infantojuvenil”, informou a professora do curso de Licenciatura em Letras da universidade, Jennifer Yara.
Uma das Mesas redondas foi composta por Esmeraldina dos Santos, Piedade Lino, Laura do Marabaixo e Negra Áurea, mulheres com importante contribuição para a literatura amapaense que trazem em suas obras as narrativas e tradições vindas de movimentos culturais do estado como o Marabaixo e as contações de histórias.
A palestrante Esmeraldina teve muitos desafios na vida. Ela conta que largou os estudos, mas posteriormente finalizou e conseguiu alcançar o grau de mestranda. Hoje, a história de suas raízes, do bairro do Laguinho, podem ser conhecida em diversos livros publicados.
Esmeraldina destacou a importância de discutir a contribuição de manifestações culturais como o Marabaixo para literatura, dentro da academia.
“Nossos estudantes precisam entender que o nosso Marabaixo é uma pedagogia, uma pedagogia que nós podemos discutir na universidade e nas escolas, nele se trabalha Arte, História, Biologia, Física, Geografia. O nosso Marabaixo é lindo e é isso que nós queremos fazer aqui, é passar para estudantes e professores o seu tamanho e hoje ele virou patrimônio imaterial do Brasil através de tudo isso”, explicou Esmeraldina.
Uma das estudantes do curso de Licenciatura em Letras que puderam aproveitar a oportunidade de apreender o que foi discutido no encontro foi Maria Eduarda Damásio, que destacou a importância de eventos como esse.
“O Cipela é muito importante para nós acadêmicos, porque valoriza tanto os autores regionais e a nossa cultura, como nos aproxima deles e fortalece nosso aprendizado dentro do curso”, disse a estudante.
No dia 20 de outubro, segundo dia de evento, o Cipela focou nas obras amapaenses voltadas para o público infanto juvenil. Importantes escritores desse nicho no estado apresentaram suas obras e contaram um pouco de suas experiências e ideias sobre a literatura no estado.
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