Governo do Amapá amplia acesso da comunidade surda aos serviços de saúde com ação acessível em Libras
Atividade ofereceu atendimentos médicos, odontológicos e vacinação no formato presencial com suporte em Libras.
O Governo do Estado realizou, na manhã da sexta-feira (11), uma ação de saúde voltada ao atendimento humanizado da comunidade surda e de seus familiares, na Faculdade Meta, em Macapá. A programação reuniu diversos serviços essenciais com suporte integral em Língua Brasileira de Sinais (Libras), reafirmando o compromisso da gestão com a equidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
Organizada pela Central de Intérpretes de Libras na Saúde (CilSaúde), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Centro de Atendimento ao Surdo (CAS), da Secretaria de Estado da Educação (Seed), a atividade ofereceu triagem, consultas médicas, acolhimento psicológico, atendimento odontológico com profilaxia e aplicação de flúor, além de massagens. Os participantes também tiveram acesso a testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites B e C, e vacinação contra febre amarela, HPV, meningite (ACWY), tríplice viral e hepatite B.
A presença contínua de intérpretes permitiu que os pacientes se comunicassem com clareza e tivessem garantida a autonomia nos atendimentos. O coordenador da CilSaúde, Wesley Ribeiro, explicou como funciona o serviço.
"Trazer a comunidade surda para a saúde e garantir o acesso ao intérprete é o foco do nosso trabalho. A CilSaúde funciona de forma contínua, inclusive para casos de urgência e emergência. O paciente pode solicitar o acompanhamento presencialmente na Sesa ou pelo WhatsApp, através do número (96) 99124-6517, e nós enviamos o profissional até a unidade de saúde", pontuou Wesley.
A atuação intersetorial fortalece a superação de barreiras históricas no atendimento público. A diretora do CAS/Seed, Cheyla Bezerra, enfatizou que a união entre Educação e Saúde garante o acolhimento adequado e incentiva o cuidado preventivo entre os usuários.
"A falta de acessibilidade em Libras na saúde sempre foi uma barreira para os surdos. A parceria com a CilSaúde mudou essa realidade. Hoje, a comunidade se sente motivada a cuidar da saúde porque sabe que será atendida em sua própria língua e com a atenção que necessita", afirmou Cheyla.
Para os usuários, a comunicação acessível transformou a experiência do atendimento em um momento de segurança e clareza sobre os diagnósticos. O professor de Libras Jonson Pureza, de 44 anos, destacou a importância da comunicação em Libras durante o atendimento.
"Sinto uma satisfação imensa porque antes não tínhamos essa acessibilidade nas unidades e a comunicação era muito difícil. Hoje consigo entender tudo com clareza, explicar o que estou sentindo para o médico e compreender exatamente a orientação das receitas. Aproveito esse momento de respeito e acessibilidade", comemorou Jonson.
Com a iniciativa, o Governo do Amapá reforça a importância de eliminar barreiras comunicacionais, assegurando que o atendimento público seja inclusivo, eficiente e acessível a todos os cidadãos.
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