Governo do Amapá participa pela primeira vez de monitoramento nacional que protege a alimentação e o aleitamento na primeira infância
Capacitação da Sesa prepara profissionais e acadêmicos para identificar possíveis irregularidades na promoção e comercialização de fórmulas infantis.
Pela primeira vez, o Governo do Amapá participa do Monitoramento Nacional da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas, Mamadeiras e Protetores de Mamilo (NBCAL), realizado pela IBFAN Brasil, rede internacional que atua na defesa do aleitamento materno. A capacitação reuniu cerca de 25 profissionais e acadêmicos da saúde, nesta quarta-feira, 9, na Escola Superior de Administração Pública (Esap), em Macapá.
"Essa qualificação é uma preparação para o monitoramento. Os participantes e demais profissionais da saúde vão aprender a identificar o que está de acordo com a NBCAL e aplicar os questionários corretamente. Depois, poderão realizar a coleta em supermercados, farmácias, lojas infantis, estabelecimentos de saúde e também na internet", explica Darcineyde Dias, responsável técnica de Alimentação Infantil da Sesa.
A NBCAL reúne normas que regulam a promoção e a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância, além de bicos, chupetas, mamadeiras e protetores de mamilo. As regras buscam evitar práticas de marketing que possam interferir na decisão das famílias e proteger o aleitamento materno e a alimentação adequada.
"A atenção precisa ser ampla, inclusive no ambiente digital. É importante evitar que influenciadores indiquem se determinado alimento infantil é bom ou não sem critérios ou informações adequadas. A pesquisa para a qual essas pessoas estão sendo capacitadas também tem esse foco: verificar e informar corretamente sobre os produtos, de acordo com as normas exigidas", ressalta Darcineyde.
Os dados do Amapá serão reunidos no levantamento nacional da IBFAN Brasil e contribuirão para identificar irregularidades e fortalecer as políticas de proteção alimentar da primeira infância.
Para Suzane Picanço, técnica em nutrição do Hospital Maternidade Mãe Luzia, que participou do evento, a capacitação amplia a atenção dos profissionais.
"A expectativa é aprender mais e ficar mais atenta a esses produtos, identificando o que está de acordo com a norma. A maternidade já trabalha com critérios, mas esse conhecimento ajuda a verificar se tudo está realmente dentro do que a NBCAL estabelece", afirma.
Após a capacitação, os participantes iniciam a coleta, que poderá ser presencial ou virtual. Eles vão analisar rótulos, exposição, publicidade e promoção dos produtos, inclusive em sites e redes sociais. Os dados do Amapá serão reunidos no levantamento nacional da IBFAN Brasil e poderão contribuir para identificar irregularidades e fortalecer as políticas de proteção à primeira infância.
Participantes tiveram acesso ao questionário que deve ser aplicado para apurar as informações dos produtos. Iniciativa é inédita no Amapá.
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