Leia a Notícia

  • Home
  • Leia a Notícia
Reprodução/Internet
Canetas emagrecedoras e neurociência: como medicamentos para obesidade estão mudando a forma como o brasileiro se relaciona com a comida
Por: Redação -


Canetas emagrecedoras e neurociência: como medicamentos para obesidade estão mudando a forma como o brasileiro se relaciona com a comida

Especialista da UNIASSELVI alerta que reduzir apetite com remédios pode silenciar sinais biológicos importantes; educação alimentar e suporte psicológico são fundamentais para reduzir risco de dependência

O avanço dos medicamentos para tratamento da obesidade tem provocado uma transformação silenciosa no comportamento alimentar dos brasileiros. Embora essas drogas sejam frequentemente associadas à perda de peso acelerada, seus efeitos vão além da balança, alcançando circuitos cerebrais ligados à fome, ao prazer e à tomada de decisão alimentar. 

De acordo com o World Obesity Atlas 2024, mais de 56% da população adulta brasileira vive com sobrepeso ou obesidade, um cenário que impulsionou a popularização de medicamentos que atuam na regulação do apetite e da saciedade. Estudos clínicos recentes indicam que esses fármacos reduzem significativamente a fome impulsiva, levando a uma queda no consumo calórico diário e na frequência do chamado “comer automático”. 

De acordo com Roseane Leandra da Rosa, coordenadora do curso de Nutrição da UNIASSELVI e Doutora em Ciências Farmacêuticas, esse impacto ocorre porque o padrão alimentar da população ainda é fortemente guiado por estímulos emocionais, ambientais e automatizados — processos mediados pelo cérebro, e não pela fome fisiológica propriamente dita. 

“Grande parte das escolhas alimentares acontece no ‘piloto automático’, ativada por estresse, ansiedade, rotina ou estímulos externos. Quando o medicamento reduz a sinalização da fome e do desejo, ele interfere diretamente nesses circuitos, o que gera a sensação de ‘controle’. Mas isso não significa, necessariamente, consciência alimentar”, analisa a especialista. 

A fome não é inimiga, afirma especialista 

Do ponto de vista da neurociência, a diminuição farmacológica da fome pode criar uma pausa no comportamento impulsivo, mas não promove, por si só, a reeducação dos sinais internos. “O medicamento interrompe o impulso, mas não ressignifica a relação com a comida. O cérebro deixa de pedir, mas não aprende a escolher”, destaca a especialista. 

Esse efeito pode ser interpretado, de forma equivocada, como mudança de comportamento, quando na verdade trata-se de uma terceirização do autocontrole para o fármaco. Ao longo do tempo, isso pode enfraquecer a autonomia alimentar e a capacidade do indivíduo de reconhecer fome, saciedade e prazer de forma integrada. 

“A fome não é inimiga, é um sinal biológico essencial. Quando ela é suprimida sem um processo educativo, corre-se o risco de desconexão corporal, rigidez alimentar e até medo de comer sem o medicamento”, alerta Roseane. 

Controle excessivo 

Embora a redução do comer impulsivo seja frequentemente celebrada, especialistas chamam atenção para um efeito colateral menos discutido: a substituição do comer automático por um padrão de controle excessivo e punitivo. Sem acompanhamento nutricional e psicológico, a ausência da fome pode reforçar comportamentos de restrição, culpa alimentar e crenças distorcidas sobre o corpo e o alimento

“Quando as questões emocionais permanecem ativas no cérebro, mas o apetite é silenciado, o foco deixa de ser a comida e passa a ser o controle. Isso aumenta o risco de comportamentos alimentares disfuncionais, especialmente em pessoas com histórico de ansiedade, depressão ou transtornos alimentares”, explica a especialista da UNIASSELVI. 

Educação alimentar como eixo central 

A verdadeira mudança de comportamento alimentar exige mais do que tomar remédios para reduzir o apetite. Envolve educação alimentar baseada em ciência, fortalecimento da consciência corporal, reconstrução da relação com a comida e suporte psicológico contínuo. 

“O medicamento pode até abrir uma janela de oportunidade, mas quem sustenta a mudança é o aprendizado. Sem isso, o risco é criar dependência da caneta para comer ‘certo’, em vez de desenvolver habilidades internas para escolhas conscientes”, conclui Roseane

Sobre a UNIASSELVI

A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação, Profissionalizantes e Técnicos, tanto na modalidade presencial quanto a distância (EAD), a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,2 mil polos e mais de 16 unidades de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.



🔥 As notícias do dia chegam até você!
Entre no canal oficial no WhatsApp: 📲 Link de Acesso

📰 Assine Grátis o Jornal O GUARANI
Inscreva-se na nossa Newsletter e tenha o Jornal O GUARANI direto no seu WhatsApp ou e-mail.



Parceiros Quem apoia o Jornal O GUARANI
Ideal
Nei
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB
Ideal
Paladar
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB

Watch Live

Live Tv
Author

Polical Topic

by Robert Smith
Ouvir notícia
Pronto para ouvir Reproduzindo... Pausado