Teia de Povos e Comunidades Tradicionais: carta lembra massacre dos Akroá Gamella e destaca retomada do território . . A Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão tornou pública a Carta do 16º Encontrão, realizado entre os dias 20 e 24 de agosto de 2025, na Terra Indígena Taquaritiua, território do povo Akroá Gamella. O documento reúne as principais deliberações e reflexões de cerca de 2 mil participantes – indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco, pescadores, marisqueiras, sertanejos e agricultores – que se encontraram para reafirmar a luta pela retomada dos territórios. Retomada como resposta às violências A carta lembra que a TI Taquaritiua foi palco de um massacre contra os Akroá Gamella em 2017 e destaca que a retomada territorial é uma resposta contra as cercas, o agronegócio, a mineração, os projetos de mercado de carbono, portos, hidrelétricas, ferrovias e outros empreendimentos que ameaçam a autonomia dos povos tradicionais. O documento também denuncia a ação de “mercadores da fé” que tentam impor dogmas e arrancar ancestralidades. Compromissos reafirmados Entre os objetivos comuns lançados pelo Encontrão, estão: A autonomia para construir projetos próprios de educação, com professores indígenas e quilombolas para suas comunidades; O combate às violências contra as mulheres e a construção de comunidades em complementaridade entre homens e mulheres; O reconhecimento dos saberes de anciãs e anciãos como fundamentais à preservação das identidades; O fortalecimento de redes entre a Teia e outras articulações que enfrentam ameaças semelhantes. Contra o projeto Grão-Pará Maranhão O documento faz forte crítica ao projeto Grão-Pará Maranhão, que prevê a construção de um porto na Ilha do Cajual, em Alcântara, e uma ferrovia de mais de 500 km até Açailândia. Para a Teia, o empreendimento ameaça diretamente territórios e modos de vida, e só poderá ser debatido com respeito ao direito de consulta prévia, livre e informada, garantido pela Convenção 169 da OIT. Próximo encontro O 16º Encontrão se despediu do território Akroá Gamella anunciando que, em 2026, o 17º Encontrão da Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão será realizado no Quilombo Tanque da Rodagem, em Matões, marcando os 15 anos de existência da articulação. Acesse aqui a carta na íntegra.
Teia de Povos e Comunidades Tradicionais: carta lembra massacre dos Akroá Gamella e destaca retomada do território
A Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão tornou pública a Carta do 16º Encontrão, realizado entre os dias 20 e 24 de agosto de 2025, na Terra Indígena Taquaritiua, território do povo Akroá Gamella.
O documento reúne as principais deliberações e reflexões de cerca de 2 mil participantes – indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco, pescadores, marisqueiras, sertanejos e agricultores – que se encontraram para reafirmar a luta pela retomada dos territórios.
Retomada como resposta às violências
A carta lembra que a TI Taquaritiua foi palco de um massacre contra os Akroá Gamella em 2017 e destaca que a retomada territorial é uma resposta contra as cercas, o agronegócio, a mineração, os projetos de mercado de carbono, portos, hidrelétricas, ferrovias e outros empreendimentos que ameaçam a autonomia dos povos tradicionais. O documento também denuncia a ação de “mercadores da fé” que tentam impor dogmas e arrancar ancestralidades.
Compromissos reafirmados
Entre os objetivos comuns lançados pelo Encontrão, estão:
- A autonomia para construir projetos próprios de educação, com professores indígenas e quilombolas para suas comunidades;
- O combate às violências contra as mulheres e a construção de comunidades em complementaridade entre homens e mulheres;
- O reconhecimento dos saberes de anciãs e anciãos como fundamentais à preservação das identidades;
- O fortalecimento de redes entre a Teia e outras articulações que enfrentam ameaças semelhantes.
Contra o projeto Grão-Pará Maranhão
O documento faz forte crítica ao projeto Grão-Pará Maranhão, que prevê a construção de um porto na Ilha do Cajual, em Alcântara, e uma ferrovia de mais de 500 km até Açailândia. Para a Teia, o empreendimento ameaça diretamente territórios e modos de vida, e só poderá ser debatido com respeito ao direito de consulta prévia, livre e informada, garantido pela Convenção 169 da OIT.
Próximo encontro
O 16º Encontrão se despediu do território Akroá Gamella anunciando que, em 2026, o 17º Encontrão da Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão será realizado no Quilombo Tanque da Rodagem, em Matões, marcando os 15 anos de existência da articulação.
Acesse aqui a carta na íntegra.
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