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Completa

Completa


Cai como brisa morna, chuva fria ou tempestade.

Mas cai inteira e faze-me bem. Ainda que, nos maus momentos, a tristeza recaia sobre mim, devolve-me a certeza de que te recebo como vens — sem tomar-te com tamanha seriedade. Vibrando em tua multiplicidade, enfim, ganho-te.

Quero-te completa; poupa-me das metades. Ensina-me a diminuir as noites sofridas e a sobreviver à tua turbulência. Ah, sei que também podes ser mansidão...

Suprema tu és. Embora breve, quero-te tanto quanto me queres. Divina, diva e serva, és plena: magna Vida.

Foto: Floriano Lima


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Articulista/Colunista

Laura Rodrigues

Poetiza

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