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PELOS FRUTOS SE CONHECE A ARVORE

PELOS FRUTOS SE CONHECE A ARVORE


Ou dizeis que a arvore é boa e o seu fruto bom, ou dizeis que a arvore é má e o seu fruto, mau; porque pelo fruto se conhece a arvore”. (Mt.12.33).

Neste ensinamento, Jesus trata da arvore e seus frutos, e dos sentimentos do coração exteriorizados através das palavras. Tanto um quanto o outro, podem nos ensinar muitas lições importantes para a nossa edificação intelectual e espiritual.

Nele, Cristo nos ensina um princípio muito importante relacionado às arvores. Primeiro, que se conhece uma arvore pelo fruto que ela produz. Não é simplesmente, pelas folhas, pelas flores, pela raiz e pelo caule, mas principalmente, pelo fruto que ela produz. De forma, que é impossível que uma arvore boa produza um fruto ruim, ou uma arvore ruim, produza frutos bons.

Esta é uma lógica que não pode ser alterada, uma espécie de arvore ou animal, biologicamente, produzirá de acordo com a sua espécie estabelecida por Deus. Uma videira, logicamente, produzirá uvas, assim como uma pimenteira, produzirá pimenta; não pode uma videira produzir pimenta e nem uma pimenteira produzir uvas. Esta é a lei da natureza: cada espécie no seu próprio lugar e proposito para o qual foi criado.

Na verdade, o Mestre utilizou esta ilustração, para compara-la às pessoas boas e ruins; assim como as espécies de arvores as pessoas boas, produzirão frutos bons, que edificam a si mesma e aos outros; já as ruins, produzirão frutos ruins, de acordo com o domina o seu coração e pensamentos. Foi exatamente isto que explica quando diz aos fariseus:

Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundancia no coração, disso fala a boca”. (Mt.12.34).

Pelo que parece, Jesus se referia mais especificamente, a hipocrisia dos líderes religiosos da sua época, os quais, estavam presentes no local onde ele ensinava naquele momento. Eles ensinavam uma coisa e viviam outra totalmente diferente, ou seja, demonstravam ser uma coisa, mas na verdade, eram outra totalmente diferente. Isso é hipocrisia, ou seja, uma falsa aparência do que a pessoa realmente é na sua intimidade.

Assim, como uma arvore má, mesmo que ela queira demonstrar ser diferente, os “seus frutos”, atos, palavras e pensamentos, mostram quem ela realmente é. Os seus frutos a denunciam. Uma pessoa que é maldosa, dificilmente, ela vai desejar o bem ao outro, mas sempre vai procurar formas de praticar a maldade sempre que tiver oportunidade. Pelo fato de que seu coração está cheio de maldade. Mais cedo ou mais tarde, ela vai exteriorizar esses sentimentos através das ações, frutos.

O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más”. (Mt.12.35).

O tesouro aqui mencionado por Jesus, se refere aos sentimentos e desejos internalizados pelo homem no coração. Quando eles são bons, cria-se um estoque de sentimentos e desejos bons, e quando são ruins, acontecem o contrário. Estes sentimentos armazenados no coração, são externalizados através das ações, palavras e pensamentos e sentimentos bons ou ruins.

Quando este deposito é formado por coisas boas, a pessoa sempre produzirá atos (frutos), bons, de amor, justiça, verdade, santidade, sinceridade, entre outros, ela reflete através de suas ações o que está guardado no coração. Da mesma forma ocorre quando o que está no coração é ruim, igualmente, será refletido em más ações, de violência, mentira, ingratidão, falsidade, injustiça, entre outras. São os frutos más sendo produzidos.

Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo”. (Mt.12.36).

Na conclusão deste ensinamento, Jesus explica que o homem prestará contas de cada palavra “ociosa” que sair da sua boca. Podemos entender como palavra ociosa, toda palavra improdutiva, estéril, desnecessária e inútil que falamos. É o conhecido jargão “jogar palavras fora”. As quais, a Bíblia classifica como pecado e nos recomenda a:

  1. Não dizer palavras torpes. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”.

  2. Que as nossas palavras sejam temperadas com sal.

A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um”. (Cl.4.6).

  1. Nas palavras está o poder da vida e da morte. “A língua tem poder sobre a vida e a morte; os que a usam habilmente serão recompensados”. (Pv.18.21).

Tudo o que pensamos, falamos e praticamos, responderemos no tribunal de Cristo, seja bom ou ruim. (2. Co.5.10). Por isso, Cristo conclui este importante ensinamento afirmado que pelas palavras, ditas, o homem poderá ser justificado ou condenado no juízo divino. (Mt.12.37).


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Articulista/Colunista

Pr. José Queiroz Júnior

Professor, Pastor, escritor, palestrante, especialista em educação e Gestão Escolar

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