Alap homenageia ex-militares que atuaram no resgate das vítimas do Barco Novo Amapá
A Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) homenageou, na manhã desta quarta-feira (8), ex-militares do 34º Batalhão de Infantaria de Selva (34º BIS), sediado em Macapá, que atuaram no resgate das vítimas do naufrágio do Barco Novo Amapá, ocorrido em 6 de janeiro de 1981. A tragédia é considerada uma das maiores do país em número de vítimas.
Acompanhados de familiares, os ex-militares foram agraciados com Moção de Aplauso e medalha alusiva à data. A iniciativa foi proposta pelo deputado Rayfran Beirão (SDD) e contou com a participação de militares da ativa da 22ª Brigada de Infantaria de Selva, do 34º BIS, da Polícia Militar do Estado e do deputado Jory Oeiras, vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Alap.
Durante a solenidade, o deputado Rayfran Beirão destacou a importância de reconhecer a atuação dos militares envolvidos no resgate. “Nós estamos fazendo essa sessão para lembrar desses homens que saíram de Macapá para chegar ao local da tragédia e se deparar com um momento tão difícil, mas fizeram o seu trabalho e hoje estão sendo lembrados, depois de 45 anos. Isso, para mim, é um momento de muita felicidade”, afirmou.
Os homenageados integram a Confraria dos Bravos Heróis de 80, fundada oficialmente em 13 de agosto de 2024, que reúne ex-combatentes do Exército Brasileiro pertencentes à turma de 1980. Atualmente, o grupo é composto por 85 ex-militares, que mantêm vínculos de amizade e preservam a memória das ações realizadas durante o serviço militar.
Segundo o presidente da confraria, Osvaldo Toloza Coelho Filho, a atuação dos militares durante a tragédia foi marcada por coragem e comprometimento. “Os combatentes da turma de 1980 cumpriram essa missão com força, coragem e bravura, demonstrando o verdadeiro espírito do soldado brasileiro. Esse episódio permanece como uma das mais significativas missões já realizadas pelo Exército Brasileiro no estado do Amapá”, destacou.
Representando a Polícia Militar do Amapá, o coronel Carlos Augusto de Sousa Rodrigues Carneiro ressaltou a relevância da homenagem. “É um momento muito importante para todos que se fizeram presentes e cumpriram a missão da melhor forma possível. Não consigo imaginar como foram esses dias de resgate, mas essa ação ecoa pela eternidade na memória de todos que participaram”, comentou.
Falando em nome do 34º BIS, o subcomandante, major Diamantino, enfatizou o papel social do Exército Brasileiro. “Servir à população sempre foi uma das principais missões do Exército Brasileiro, e relembrar essa atuação confirma que o braço forte e a mão amiga estão presentes em situações adversas. A ação serve de exemplo para os militares de ontem, de hoje e do futuro”, afirmou.
Representando o comandante da 22ª Brigada de Infantaria de Selva, o major Paulo Marques Alves Branco destacou a bravura dos militares envolvidos na operação. “Posso imaginar a dificuldade que esses camaradas enfrentaram. Com bravura, disciplina e resiliência, cumpriram sua missão. A nossa missão no Exército é servir à sociedade”, frisou.
O ex-militar Basílio Viana, que atuou no resgate, relembrou o momento vivido durante a tragédia. “A gente não consegue mensurar o quão triste foi aquele dia, ter que coletar os corpos na água e ser forte num momento tão delicado”, relatou.
Familiares dos militares que participaram da missão e já faleceram também receberam homenagem in memoriam. Foram lembrados Cecílio de Mendonça Mafra, Francisco Barros da Silva, Onaldo de Oliveira Palheta e Valdeci Coutinho Nobre.
Durante as operações de resgate, o Exército mobilizou mais de 200 militares, entre oficiais e praças, para atuar nas ações de busca e apoio à população. Parte das equipes foi enviada diretamente ao local do naufrágio, enquanto outras permaneceram em terra, prestando assistência às autoridades e aos familiares das vítimas.
Os militares também organizaram um corredor de proteção e isolamento para garantir respeito e dignidade durante o traslado dos corpos, que saíam do Porto de Santana em direção ao Cemitério do Provedor. A missão exigiu disciplina e equilíbrio emocional diante da gravidade da tragédia.
De acordo com registros históricos, a embarcação partiu de Santana às 14h do dia 6 de janeiro de 1981, pelo Rio Amazonas, e naufragou pouco antes das 21h, no Rio Cajari, próximo ao distrito de Monte Dourado, em Almeirim, no Pará, destino final da viagem. O acidente resultou na morte de centenas de pessoas e ficou marcado como uma das maiores tragédias fluviais da região.
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