GAECO cumpre busca após representação de Furlan e relatos apontam abusos. . A operação do GAECO ((Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) realizada na manhã desta quarta-feira (06), que resultou na apreensão de livros de protocolo e celulares de servidoras da Câmara Municipal de Macapá, teve origem direta em uma representação criminal apresentada pelo ex-prefeito Antônio Furlan ao Ministério Público. O documento, protocolado em 30 de março, pede investigação por suposta falsidade em registros da Câmara e, entre as medidas solicitadas, inclui buscas, apreensões e condução de servidores. Apesar da narrativa sustentada por Furlan — de que a denúncia que pode levá-lo à inelegibilidade teria sido protocolada após sua renúncia —, o próprio andamento do procedimento investigatório mostra que o Ministério Público já colheu diversos depoimentos e juntou documentos desde o fim de março, mantendo o caso sob sigilo . Servidores ouvidos confirmaram o fluxo interno da Câmara e a existência do protocolo na data original. O que mais chama atenção, no entanto, são os relatos sobre a forma como a operação foi conduzida. Servidoras da Câmara relataram pressão durante oitivas, exigência de entrega de documentos em prazos exíguos e tratamento considerado desumano. Em um dos episódios mais graves, uma servidora — hoje secretária municipal — afirma ter sido agredida por um policial que não apresentava mandado. O próprio mandado judicial, assinado pelo juiz Robson Timóteo, delimita claramente o alcance da ação: buscas restritas a celulares e documentos relacionados aos fatos investigados, com determinação expressa de discrição e de que a diligência não cause constrangimentos desnecessários. Também não há autorização para atuação fora dos endereços indicados, nem menção à Prefeitura de Macapá. Ainda assim, agentes estiveram na sede do Executivo municipal, ampliando o alcance da operação para além do que está descrito na decisão judicial — o que levanta questionamentos sobre eventual excesso. Na prática, a ofensiva policial nasce de uma tese construída pela própria defesa de Furlan, que tenta invalidar o protocolo da denúncia contra ele. Mas, diante dos depoimentos já colhidos e das evidências do trâmite interno da Câmara, o foco da operação acabou recaindo sobre servidoras, com relatos que agora colocam sob suspeita a legalidade e a proporcionalidade dos meios empregados. O episódio abre uma nova frente no caso: além da discussão sobre datas e protocolos, cresce a cobrança por apuração de possíveis abusos cometidos durante a ação.
GAECO cumpre busca após representação de Furlan e relatos apontam abusos
A operação do GAECO ((Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) realizada na manhã desta quarta-feira (06), que resultou na apreensão de livros de protocolo e celulares de servidoras da Câmara Municipal de Macapá, teve origem direta em uma representação criminal apresentada pelo ex-prefeito Antônio Furlan ao Ministério Público. O documento, protocolado em 30 de março, pede investigação por suposta falsidade em registros da Câmara e, entre as medidas solicitadas, inclui buscas, apreensões e condução de servidores.
Apesar da narrativa sustentada por Furlan — de que a denúncia que pode levá-lo à inelegibilidade teria sido protocolada após sua renúncia —, o próprio andamento do procedimento investigatório mostra que o Ministério Público já colheu diversos depoimentos e juntou documentos desde o fim de março, mantendo o caso sob sigilo . Servidores ouvidos confirmaram o fluxo interno da Câmara e a existência do protocolo na data original.
O que mais chama atenção, no entanto, são os relatos sobre a forma como a operação foi conduzida. Servidoras da Câmara relataram pressão durante oitivas, exigência de entrega de documentos em prazos exíguos e tratamento considerado desumano. Em um dos episódios mais graves, uma servidora — hoje secretária municipal — afirma ter sido agredida por um policial que não apresentava mandado.
O próprio mandado judicial, assinado pelo juiz Robson Timóteo, delimita claramente o alcance da ação: buscas restritas a celulares e documentos relacionados aos fatos investigados, com determinação expressa de discrição e de que a diligência não cause constrangimentos desnecessários. Também não há autorização para atuação fora dos endereços indicados, nem menção à Prefeitura de Macapá.
Ainda assim, agentes estiveram na sede do Executivo municipal, ampliando o alcance da operação para além do que está descrito na decisão judicial — o que levanta questionamentos sobre eventual excesso.
Na prática, a ofensiva policial nasce de uma tese construída pela própria defesa de Furlan, que tenta invalidar o protocolo da denúncia contra ele. Mas, diante dos depoimentos já colhidos e das evidências do trâmite interno da Câmara, o foco da operação acabou recaindo sobre servidoras, com relatos que agora colocam sob suspeita a legalidade e a proporcionalidade dos meios empregados.
O episódio abre uma nova frente no caso: além da discussão sobre datas e protocolos, cresce a cobrança por apuração de possíveis abusos cometidos durante a ação.
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