Feito Brisa Errante
Flutuo nas estações feito borboletas de primavera, feito pôr do sol pelos Alpes longínquos e luas cheias em florestas de árvores gigantescas...
Vou assim por essas veredas em que a vida se tornou, deixando sempre frestas para que os arco-íris vespertinos alegrem minh’alma já morna de gratidão.
Vou em rios viajantes, com suas correntezas tórridas ou mansas, sem cair na sombra do desanimado desespero; e sigo então, sem a ambição da chegada, mas fruindo os instantes existentes nesse rumo em que a vida é o maior momento daqui — e sem dias em vão...
Foto: Laura Rodrigues













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