Ela & Savira
Passaram-se as horas e os dias desde que ela conheceu Savira.
Um encanto formou-se em seu ser
quando aqueles olhos de mel a viram —
Savira, de cabelos negros,
lábios pálidos,
em voz macia dizia:
“Hoje não vai chover.
Hoje colherei as maçãs já maduras
e atravessarei a noite em vigília...”
Ela caminhou a seu lado,
sem saber se era sonho
ou se tudo realmente acontecia.
“Da janela eu já te via...
Desde então colhi as frutas
que de tua cesta caíam —
dá-me as mãos, Savira,
o universo já nos sabia.”
Mãos entrelaçadas,
seguiram noite afora...
Com a chegada da manhã,
ela despertou
com a cesta repleta de maçãs,
resplandecente em seu ser
e fisicamente só —
Savira já era parte de si
e permanentemente a preenchia.
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